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[livro] The Art of Game Design: A Book of Lenses

Wednesday, December 31st, 2008

Você ganhou dinheiro no Natal (quando é que os presentes se tornaram tão impessoais mesmo?), sobrou algo do seu 13º ou simplesmente quer se dar um presente no início do ano? Está procurando um ótimo livro de game design? Não precisa mais procurar. A resposta está aqui:

“The Art of Game Design: A Book of Lenses” de Jesse Schell é simplesmente demais. Li diversos livros sobre o assunto e esse já tomou o lugar do “meu livro favorito sobre Game Design”.

Até um tempo atrás, a literatura sobre o tema era escassa e a abordagem das obras existentes era (ao meu ver) de certa forma primitiva, quero dizer, todo mundo – inclusive os profissionais da indústria – estava (e ainda está) aprendendo o que era, como aplicar e aperfeiçoar o design dos jogos. Isso acabou refletindo nos livros, onde tínhamos textos que explicavam os processos do design de uma forma pessoal, “isso funcionou pra mim, pra esse problema eu tomei essa decisão, na empresa onde trabalho esses são os métodos utilizados, isso não é regra, varia de pessoa para pessoa, projeto para projeto e empresa para empresa”, alguns focando na questão “como criar e manter um game design doc” (inclusive com exemplos desses documentos), outros com entrevistas com game designers renomados, todos descrevendo os diferentes gêneros dos jogos e assim por diante. Resumindo bem por cima, você acaba aprendendo a fórmula “realize um brainstorm, tenha uma idéia, crie uma história em cima dela, escolha um gênero, balanceie o jogo para não ficar tão difícil nem fácil, documente tudo e you’re done”.

Isso é ruim? Não, inclusive eu aprendi muito com esse tipo de material e nunca deixei de apreciá-los. Mas faltava algo mais. E é irônico, pois às vezes você só se dá conta que algo está faltando depois que você tem esse algo. O livro do Schell é esse “algo mais”. Gêneros, saber que jogos possuem regras, balanceamento, mecânica, idéias, histórias, documentar o design, etc, tudo isso é conteúdo básico para o game designer (e para qualquer desenvolvedor de jogos). O autor vai além do básico e explora diversos assuntos relacionados ao game design, compartilhando suas próprias experiências de mercado e explicando o conteúdo com base em estudos de outros campos como psicologia, arquitetura, cinema e antropologia. Ele não te dá uma receita de bolo para criar um game design doc ou quais os tópicos que devem ser abordados no game design. Ao invés disso, você absorve muito conhecimento para criar não apenas jogos bons, mas jogos bem feitos e polidos. Você é forçado a pensar, interpretar e refletir enquanto estuda o conteúdo (parece óbvio, mas isso é excelente e nem todo livro consegue fazer isso). Caraca, há até um tópico entitulado “how to sleep” e dicas de como conversar com seu subconsciente! Não bastasse isso, você adquire “100 lenses (lentes ou pontos de vista)”, que são conjuntos de perguntas que fazem você ver e analisar o seu jogo com outros olhos, visando melhorar o resultado final. E capítulo por capítulo você vai visualizando um diagrama ser preenchido e conectado, indicando as relações do designer, do jogo, do jogador e da experiência.

Para alguns o livro pode ser um pouco caro, mas vale cada centavo. Ao invés de dizer que suas habilidades como game designer vão melhorar, prefiro dizer que você pode melhorar pessoal e profissionalmente e, em consequência, suas habilidades como game designer serão aperfeiçoadas.

E caso você queira mais que apenas o livro, há também o “The Art of Game Design: A Deck of Lenses”, que é um deck com 100 cartas ilustradas contendo as 100 lentes do livro. É bacana, como um resumo lúdico nas suas mãos. Que tal analisar o seu jogo (ou qualquer outro jogo ou produto de entretenimento) puxando as cartas aleatoriamente e entre amigos, como num jogo de tabuleiro? Acabei adquirindo minhas cartas diretamente com o autor, já que não consegui comprar via Amazon. Caso você esteja interessado no deck, entre em contato com o Jesse Schell (em inglês). O pagamento é via PayPal (se não mudou) e você recebe o deck em cerca de 2 semanas. Se for comprar, avise que leu um review da obra dele aqui no blog. Não, não ganho comissão nem nada, mas acho legal o autor saber que as pessoas apreciaram o trabalho dele e que “the word is being spread”.

Ainda está com dúvidas? Visite o site do livro para mais informações e veja alguns capítulos e cartas de exemplo.


Caso você compre o livro na Amazon pelo link ao lado, uma pequena porcentagem é revertida para mim. Com isso, você me ajuda a adquirir mais livros para análise/indicação ou para prêmios no blog.

Você também pode comprar pela Livraria Cultura, no link a seguir:
The Art of Game Design – Jesse Schell.

 


Game Design e meu insight

Thursday, December 11th, 2008

Em um dia desses qualquer que se passou, quando menos esperava, sem nenhum aviso prévio, tive um insight sobre game design (que exagero :P). Algumas pessoas já devem saber e compreender o que vou falar, pode ser o óbvio, mas na hora isso me deu um clique e, por que não escrever aqui?

Imaginando que no futuro alguém poderia vir a citar meu insight, registro-a aqui:

“Sempre que estudo ou pratico game design, a palavra ‘psicologia’ fica pulando freneticamente na minha mente.” (André Kishimoto, 2008)

Obs. 1: Humor alterado? Escrever de madrugada ao som da banda italiana Nanowar pode resultar em graves conseqüências. Mas a frase acima não é nenhum fruto de humor alterado.

Obs. 2: O desenho que ilustra esse ‘textículo’ foi feito ontem naquele trânsito infernal de SP no meio da chuva. Nada melhor que puxar folha e lápis e ouvir uma música enquanto tudo está parado. E, sim, se você achou que desenhei enquanto dirigia, acertou :P.


“Fucking ‘Crysis’”! (Gameloft Brasil)

Friday, October 17th, 2008

Hoje, além das eleições, o que vemos, lemos e ouvimos em jornais, conversas de elevador, de bar e <insira outra situação aqui>, é a crise econômica. O dólar absurdo no Brasil. As bolsas caindo. Todo mundo se ferrando. Como qualquer outro gamer ou pessoa que adquire produtos no exterior, sempre achei que uma das piores conseqüências do aumento do dólar é que tudo fica mais caro. Mas há coisa pior que isso.

Recebi uma notícia chocante que pegou todo mundo de surpresa (ou a grande maioria, pelo menos). No meio do expediente da terça-feira, sem mais nem menos, me avisam que a Gameloft Brasil fechou as portas. WTF?!

Isso mesmo. Não é boato, infelizmente. A indústria nacional de games, que ainda está engatinhando, acaba de perder uma empresa no meio da crise financeira. E com isso, dezenas de profissionais sem mais nem menos encontram-se desempregados. Merda. É uma tremenda merda.

Não tenho muitas palavras a dizer agora, a não ser boa sorte aos meus amigos que estavam lá e os colegas de indústria. Quem sabe não trabalhemos juntos num futuro próximo?


Mobile Entertainment magazine #43 disponível

Thursday, September 11th, 2008

A edição #43 da Mobile Entertainment já está disponível para download no site da Mobile Entertainment.


Develop magazine #87 disponível

Thursday, September 11th, 2008

A edição #87 da Develop já está disponível para download.


Game Developer Magazine September 2008

Thursday, September 11th, 2008

A edição de Setembro/2008 da Game Developer Magazine já está disponível para compra no site oficial. Post-mortem do jogo indie N+ (Metanet), artigo sobre outsourcing, ragdoll physics no NDS e mais…


Evento: XNA GameFest 2008 Brasil

Thursday, September 4th, 2008

No dia 20 de setembro de 2008 acontecerá a segunda edição do evento XNA GameFest 2008 Brasil, na UNIP Paraíso (São Paulo). É um evento gratuito (bastando levar apenas 1kg de alimento não-perecível – não se esqueça desse detalhe!), sendo um dia inteiro de palestras sobre desenvolvimento de jogos e XNA. Conforme disse ano passado, vale a pena conferir, tanto para quem já conhece o XNA como para quem está curioso em saber mais sobre essa tecnologia, ferramentas e possibilidades.

Mais informações em http://www.gamefestbrasil.net.

E caso queira ler meu report sobre o evento de 2007, clique aqui.


Livro e revista para referência

Wednesday, September 3rd, 2008

No último final de semana de agosto comprei um livro e uma revista que venho compartilhar (minha opinião) aqui:

O livro Web Design: Interactive & Games (editora Taschen, ISBN: 978-3-8228-4054-2), editado pelo brasileiro Julius Wiedemann, foca principalmente em sites que possuem advergames online. Como todo livro da Taschen, possui várias imagens (apesar que nesse são screenshots dos sites/advergames) e textos breves a respeito das imagens/produtos. Há 3 estudos de caso, escritos por Sergio Mugnaini (AlmapBBDO), Jonathan Hills (Domani Studios) e Patrick Gardner (Perfect Fools), além de um ótimo texto introdutório de Mike John Otto (blackbeltmonkey). Não há imagens de pré-produção e nem é um artbook, mas para profissionais e empresas da área de marketing, publicidade e advergames, é uma ótima adição na biblioteca. Obviamente você consegue achar todos esses advergames e links no Google, mas às vezes pode ser útil por estarem reunidos em um único lugar e contendo informações de qual agência fez ou pediu o desenvolvimento do advergame e quais ferramentas foram utilizadas.

Edição especial da revista Mente Cérebro, abordando o tema “armadilhas da percepção”, ou como podemos enganar nosso próprio cérebro vendo (ou deixando de ver) coisas que existem (e não existem). Na web circulam e-mails e sites sobre os assuntos, inclusive imagens que também são mostradas na revista, mas não por isso o conteúdo da revista deixa de ser menos interessante ou descartável. Pelo contrário, o pessoal de gamedev e artistas podem se beneficiar com o conhecimento adquirido nessas páginas e aplicar em seus trabalhos, como foi feito no jogo echochrome, que foi baseado no OLE Coordinate System de Jun Fujiki:

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Boa leitura!


Gamedev é… (05)

Sunday, August 17th, 2008


[meme] As mentes criativas da indústria

Saturday, August 16th, 2008

Depois de mais de um mês que o Flausino me convidou para esse meme… Eis minha lista sobre as mentes criativas da indústria de jogos. O meme inicialmente começou pelo Dori Prata do Meio Bit Games e era sobre os game designers favoritos da galera. Vou tomar liberdade e estender o cargo game designer para game developer, pelo fato que há algumas pessoas da minha lista que não são (somente) game designers.

Após ver a lista dos que já responderam o meme, resolvi não incluir na minha lista aqueles que já foram citados. Isso não significa que não concordo e que não acho o Miyamoto e o Kojima, por exemplo, caras criativos (muito pelo contrário). Simplesmente não queria “chover no molhado” mas, sim, compartilhar outros nomes que as pessoas possam ter esquecido na hora (ou que não conhecem os mesmos).

Trip Hawkins: fundador da Electronic Arts, 3DO e Digital Chocolate. “We see farther”. Preciso dizer mais? :).

Ken e Roberta Williams: fundadores da Sierra On-Line, game designers da série Space Quest, Police Quest, King’s Quest e muitos outros…

Al Lowe: além de programador, game designer da série Leisure Suit Larry e do jogo Torin’s Passage.

Tim Schafer: Monkey Island. Day of the Tentacle. Full Throttle. Grim Fandango. Simplesmente os jogos que marcaram meus anos 90. Agora com Psychonauts e, se não for cancelado (assim espero), Brutal Legends!

John’s (Carmack e Romero) e a equipe que começou a ID: leia a história deles no livro “Masters of Doom”. Muito inspirador.

Chris Crawford: todo game designer e estudante de game design alguma vez na vida já ouviu falar nesse cara… e foi ele quem começou a organizar na sua própria casa, em 1987, o que hoje conhecemos por GDC, ou Game Developers Conference.

Seumas McNally: leiam o texto da Cindy no Continue.

Kim Swift: lead designer do jogo Portal. Quem já jogou (e terminou) entende.

Jordan Mechner: o visual e animação de seus jogos são demais. Provavelmente você já ouviu falar de Karateka, Prince of Persia e The Last Express…

André LaMothe: hoje encontramos dezenas e dezenas de livros sobre gamedev, mas no início dos anos 90 a quantidade era muito menor. Inclui o LaMothe aqui pois foi com os livros dele que aprendi diversos assuntos sobre programação de jogos. Passar o conhecimento para as pessoas, dando chance para criar seus próprios jogos, também considero ser uma mente criativa.